30.7.11

Um desabafo numa noite de terrível insônia que tive alguns dias atrás. Pode ser que esteja um pouco confuso, mas não me importo porque combina com o que eu estava sentindo no momento.

Ando com medo, muito medo. Com vontade de fazer algumas coisas de que gosto, mas sem forças pra tentar. Com medo do meu futuro, dos meus pensamentos. Às vezes não sei como agir e às vezes sei que o jeito que ajo é ruim, mas continuo igual. Estava tão acostumada com certas coisas que agora preferia que elas voltassem, por piores que fossem. O novo me assusta e no final, é tão igual a todo o resto que me sinto uma idiota.

Como posso confiar tanto e me dedicar tanto a quem mal se importa comigo? Bem de madrugada, quando eu deveria estar dormindo faz tempo, fico fazendo algo inútil só pra não ter que fechar os olhos e tentar dormir, porque é nessa hora que os piores pensamentos e lembranças aparecem, aqueles que me fazem realmente triste. Sinto como se escondesse de mim mesma o que sinto. Como se fingisse ser alegre e sorridente, sabendo lá no fundo que não estou bem. E sei disso por causa dos dias em que não consigo esconder a tristeza. Por um lado, tenho pouco a reclamar e a lamentar, mas tudo tudo é questão de ponto de vista, de relatividade.

Algo que não consigo tirar da minha cabeça é que a vida é uma só e que eu vou morrer e que não estou aproveitando meus dias como deveria. Isso me deixa terrivelmente triste e apavorada, ao mesmo tempo que meus problemas deveriam ser inúteis e eu deveria ignorá-los, mas simplesmente não consigo.

Hoje me lembrei de uma promessa que fiz quando estava sofrendo muito e que já havia esquecido. Prometi nunca mais agir com o coração quando o assunto é 'homens' e preciso cumprir isso. Ainda que seja como uma forma de fingir que não me importo. Mas que não seja como um plano pra fazê-lo vir atrás de mim, pois devo agir assim pelo meu próprio bem e por ele não ser uma boa pessoa pra mim. E não para conquistá-lo. Infelizmente sempre acho que vou ser o amor da vida de alguém e acabo não sendo absolutamente nada. Chega.

4 pensamentos:

Alberto disse...


Meu doce amiga, seu blog é muito bonito e interessante. Quando você quer se refugiar em algumas agradável baladas de ontem, hoje e sempre em todas as línguas e gêneros, eu convido a vocé a visitar meu blog e também ser capaz de me ouvir. Este sábado 30 de Julho, vamos compartilhar dez baladas em Português. Cinco canções românticas do Brasil e cinco do Portugal. Nos textos, reflexões pessoais e algumas notícias.Eu sou um Locutor. Desde a cidade do Rosario-Argentina. Atenciosamente.
Beto. Sempre, em;
http://baladasmp3.blogspot.com

Um brasileiro disse...

oi menina. muito legal aqui. apareça por la. não desista nunca. abraços.

haru disse...

adoro seus posts, você deveria voltar a postar mais :)

Boozy ~* disse...

E eu achando que era a única a sentir tais coisas.
Poderia simplesmente copiar todo o seu post e colocar no meu blog, ele fala tudo o que eu sinto.
Mas essa última parte, é exatamente o que estou passando agora.
"Infelizmente sempre acho que vou ser o amor da vida de alguém e acabo não sendo absolutamente nada."
Eu sempre espero das pessoas o pra sempre, mas parece que a única eternidade que existe pra mim é a solidão.