10.10.11

Simples

Eles combinavam bastante, no jeito de falar, no gosto musical, na hora de dar risada. Ao encontrá-lo, ela já ia chegando perto pra conversar com ele, sem esperar muito pra que ele perguntasse das novidades que ela já estava ansiosa pra contar. Ele sorria e dizia algo bobo só pra vê-la sorrir também e pegava na mão dela pra ficar mais pertinho. Eles se olhavam e o olhar era doce, era fácil notar que eles se gostavam e se davam bem. Ela ainda tinha medo de chegar muito perto dele, de mostrar o quanto se importava, pois ainda não confiava nele, embora achasse que deveria. Certos machucados demoram pra cicatrizar e o medo de um novo arranhão a mantinha numa certa distancia dele. Ele, ao contrário, estava sempre tentando traze-la pra mais perto. Ela ficava brava às vezes, mas quase sempre era só pra fazer um charme e chamar a atenção dele, pra comprovar que ele realmente se importava. Ela nunca vai esquecer do dia em que foi visitá-lo e conheceu o quarto dele e os dois ficaram ali se curtindo, com carinho, ao som alto de uma banda de rock. Era disso que ela gostava, do jeito como ele a tratava, do jeito dele, tão do jeito dela. Ele dizia tanta coisa que ela concordava e o mesmo acontecia quando ela dizia algo. Ele tinha um lado meio bruto que ela também tinha e, assim, ela podia se expressar sem medo. Era bonito vê-los juntos, se dando bem, rindo e se abraçando. Ele cuidava dela quando ela precisava e ela estava sempre de olho nele pra quando ele também precisasse. Eles eram amigos e eram apaixonados. Ele parecia nunca querer vê-la triste e isso a confortava. Era algo simples, era algo novo e era algo real.

6 pensamentos:

haru disse...

entregue-se =)

Pedro Gabriel disse...

Olá, eu sou quem escreve no blog AMORRAGIA. Andei sumido do mundo virtual, mas estou reorganizando minha vida on-line ;-).

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E-mail: pedrogabrielcontato@gmail.com

Obrigado,
Pedro Gabriel

Diego disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Diego disse...

Acho que o amor é assim.

marci disse...

cara, achei lindo! :)

Mouroblog disse...

gosto de contos de algo que tenha fim como a vida e o divertimento que temos em esquecer este fim de forma simples e com muitas palavras visite-me em http://mouroblog.blogspot.com/